sábado, 17 de setembro de 2011

TURISMO NA MESMA

Por Ed Wilson

Faz pouca diferença a troca de Pedro Novais por Gastão Vieira no Ministério do Turismo. Ambos são do esquema do PMDB, no jogo acertado entre José Sarney e Lula, com o aval de Dilma.


O que vai fazer diferença mesmo são os interesses do ministério e da CBF na Copa do Mundo de 2014. Fernando Sarney é um dos vice-presidente da confederação. Daí o interesse do pai Sarney pela pasta entregue a Vieira.


Com o pé na CBF e outro no Turismo, Sarney marca e ataca no governo Dilma, onde a faxina ficou só no discurso e pegou os peixes pequenos do PP. No PMDB a conversa é outra e Dilma tem que jogar o lixo para debaixo do tapete.


Gastão Vieira chegou ao cargo esbanjando currículo, honestidade e superação de uma corrida de maratona entre os peemedebistas para assumir o posto. Arrogante e vaidoso, deve ter cuidado onde pisa. Pode ter sujeira para todo lado.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

MARANHÃO EMPOBRECIDO

Segundo dados do IBGE, 8,5% da população brasileira vive abaixo da linha de pobreza, porque ganham até R$ 70,00 ao mês. Deste percentual, o Maranhão é o estado que tem proporcionalmente a maior concentração de pessoas na extrema pobreza. Os números são alarmantes, 25,7% de nossa população, ou seja, 1,7 milhões de habitantes vivem, ou melhor, sobrevivem nesta condição. É importante destacar que mais de um milhão desses, estão no meio rural, e com certeza a grande maioria dos excluídos que estão nas cidades, vieram obrigados por falta de oportunidade de uma vida digna no campo. A responsabilidade de tal situação, fica por conta da classe política e governantes de nosso estado, que ao longo dos últimos 30 anos, ao invés de fortalecerem os instrumentos públicos de apoio a agricultura familiar, fizeram exatamente o contrário, ao invés de fortalecer o desenvolvimento sustentável, “eles” acabaram com a Empresa Maranhense de Assistência Técnica e Extensão Rural-EMATER  e todos os demais instituições e instrumentos ligados a agricultura familiar produtora de alimento .
Voltando a nossa triste história, lembramos que na onda de estado mínimo, O Governo maranhense foi o único no Brasil a tomar essa infeliz decisão, e como consequência deixamos de ser o 2º maior produtor de arroz do Brasil, passando a ser importador de quase tudo que comemos, além de ser hoje, o estado brasileiro da população mais pobre do Brasil.
Ainda como consequência da falta de políticas de apoio e estimulo a produção agrícola familiar, centenas de famílias maranhenses, que deveriam estar produzindo alimentos para o nosso consumo e até para exportação, atualmente vivem do Programa Bolsa Família, do Governo Federal, e de benefícios do INSS como: aposentadoria rural, pensão,salário maternidade, auxílio doença e outros. Continuando assim, sem produção e geração de renda da agricultura familiar.
O Plano Brasil sem miséria lançado pelo o governo Dilma Roussef, sem dúvida é relevante, porque garante continuidade aos Programas de transferência de renda já executado no governo do ex presidente Lula, porém, acaba não atingindo as principais questões estruturantes, causadoras da pobreza extrema, a exemplo da reforma agrária.
Já considerando o Plano anunciado pelo o atual governo de estimulo a agricultura empresarial embasado na monocultura da soja, cana de açúcar e plantação de eucalipto em alta escala. Poderemos até ter um Maranhão rico, porém, com seu povo cada vez mais excluído do processo produtivo e condenado a extrema pobreza.
Portanto para que o Plano Brasil sem miséria tenha eficácia, desafiamos o governo Roseana Sarney, a lançar também seu Programa de combate a pobreza, levando em consideração a erradicação do analfabetismo a regularização das terras dos trabalhadores posseiros, dos quilombolas e dos índios, estruturando a SEDAGRO, AGERP, ITERMA e garantindo equipamentos e técnicos bem pagos e capacitados para prestarem assistência técnica aos agricultores familiares.
Só com este tratamento as nossas famílias do campo, poderemos reverter esta triste história, e quem sabe, passar de importador a exportadores de alimentos.
“Desafiamos o governo Roseana Sarney, a lançar também seu Programa de combate à pobreza, levando em consideração à erradicação do analfabetismo a regularização das terras dos trabalhadores posseiros, dos quilombolas e dos índios, estruturando a SEDAGRO, AGERP, ITERMA e garantindo equipamentos e técnicos bem pagos e capacitados para prestarem assistência técnica aos agricultores familiares”.
Por Chico Sales
Presidente da Fetaema
(Editorial do Jornal da FETAEMA)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Gastão Vieira é o novo ministro do Turismo

Ele substitui no cargo Pedro Novais, que pediu demissão após as suspeitas de uso indevido de recursos públicos.

Novo ministro do Turismo é Gastão Vieira (PMDB-MA) é deputado federal (Foto: Larissa Ponce/Agência Câmara)


O deputado maranhense Gastão Vieira (PMDB-MA) foi anunciado na noite desta quarta-feira como o novo ministro do Turismo, em substituição a Pedro Novais. Gastão Vieira foi secretário de Planejamento e Orçamento do Maranhão no governo de Roseana Sarney - o novo ministro está em seu quinto mandato como deputado federal.
Da lista de 79 nomes apresentados pelo PMDB para a vaga - toda a bancada com exceção de Alves - os ministros mais próximos da presidente Dilma Rousseff, em uma tentativa de selecionar os candidatos, chegaram a analisar quais votaram com o governo em projetos importantes no Congresso. Os dois ministeriáveis mais cotados naquele momento - Castro e Junior - esbarraram, no entanto, em denúncias.
Cumprindo seu quinto mandato consecutivo como parlamentar, o médico Marcelo Castro (PMDB-PI), por exemplo, teve o nome citado em um dos grampos da Operação Voucher, que prendeu 36 pessoas suspeitas de fraudar convênios do próprio Ministério do Turismo. Na conversa interceptada pela Polícia Federal, o então secretário Nacional de Políticas de Desenvolvimento para o Turismo, Colbert Martins, e o secretário-executivo do ministério, Frederico Silva Costa, ambos presos pela PF, comentam a liberação de recursos de uma emenda do parlamentar.
Castro nega qualquer vinculação com o esquema denunciado pela Operação Voucher e diz que sua emenda trata da liberação de R$ 97,5 mil para obras de calçamento no município de Lagoa do Barro. Também contra ele pesava o fato de ele ter de se explicar sobre a liberação de verba do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para a construtora Jurema, ligada à sua família
No caso de Manoel Junior, a acusação é a de que teria contratado pistoleiros ao preço de R$ 40 mil para que fosse executado um vereador do município de Pedras de Fogo, na Paraíba, município do qual foi prefeito. Junior nega as acusações.