quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Filha de Wando expulsa Agnaldo Timóteo do velório

O velório de Wando na quinta-feira (9) causou um mal estar entre a família do cantor e Agnaldo Timóteo. De acordo com o site “OFuxico”, a filha de Wando, Gabrielle Burcci, impediu que Agnaldo discursasse durante a cerimônia e o expulsou, dizendo: "Tirem esse homem daqui. Ele falou mal do meu pai".

O site informa que ela não gostou da presença do artista no cemitério Bosque da Esperança, principalmente por ele ter falado mal de Wando há algum tempo. Aguinaldo teria declarado, em uma entrevista de tevê, que Wando bebia e fumava muito.

Durante a cerimônia, Agnaldo quis pegar o microfone das mãos do padre Jefferson Moreira, mas Gabrielle impediu e falou para que o cantor se retirasse do local. Agnaldo ficou indignado e garantiu que nunca falou mal do artista.

O enterro de Wando ocorreu na manhã de quinta-feira (9) em Belo Horizonte

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Choque de ordem

parece o mercado central mas não é .....acredite é o calçadão...!!!


blog de Renato Meneses


O comércio informal se estabelece de forma descontrolada no Centro da cidade. A ocupação desordenada já atingiu a tradicional praça Gonçalves Dias; ali, ambulantes se revezam praticando o comércio ilegal de cds piratas em plena luz do dia e debaixo das barbas do Ministério Público. A desordem no Centro hoje é crônica e não se enxerga até o momento nenhuma tentativa de contornar o problema.

Bem sabemos que esse assunto divide a opinião das pessoas, uma vez que o comércio ambulante representa a única saída de trabalho para grande maioria da população caxiense. Retirá-los na marra e deixá-los sem eira nem beira seria desumano. No entanto, várias cidades Brasil afora amenizaram esse tipo de problema construindo grandes centros comerciais populares para abrigar os chamados camelôs.

A situação exige uma intervenção urgente para desobstruir as praças e calçadas do Centro da cidade, um exemplo seria reformar o prédio municipal em frente à agência da Caixa Econômica Federal para transformá-lo num centro comercial de pequenos negócios. Isso revigoraria o comércio com certeza. Basta tomar como exemplo recente o Mercado Central, que se transformou de pocilga num lugar aprazível de se fazer compras.

O que falta, vontade política?

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A derradeira madame

Renato Meneses

A rua hoje é rebatizada de Jornalista Vitor Gonçalves Neto, mas antes, bem antes mesmo, quando eu tinha lá minha venerável adolescência, era mais conhecida como rua dos cabarés. Centralizavam-se ali os melhores bordéis da cidade: Madri, Bagdá e Casa Verde - itinerário da minha geração, que confluía de enxurro, de libido em pé, ao primaveril de bucetas que brotavam pelas janelas. As putinhas adoravam o assédio, mais pelo cheiro do dinheiro novo que pela carne virgem inexperta.

A vida ali era ardente, nua, impura, latejava debaixo dos lençóis. Madame Diracy lembrava Rosa Cabarcas, personagem cafetina do livro "Memórias de Minhas Tristes Putas", de Gabriel Garcia Marquez. Ela administrava a mais afamada casa do lugar - a boate Madri, hoje ao ponto de entulho, que resiste ao tempo e ao esquecimento. Madame sabia os segredos de atender aos caprichos sexuais os mais diversos, cobrava o preço justo e controlava o tempo de modo que o negócio fosse bom para os dois lados.

Numa última visita, escorados pela saudade, eu, Manoel Veloso, Jotônio Viana e o professor Henrique enxergamos o sol entrar porta a dentro, quase cinco da manhã de um dia qualquer da semana, cinco anos atrás. Elegantemente madame Diracy se pusera em nossa companhia até o derradeiro gole; sempre com docilidade, mesmo sem o glamour do passado. Bebemos ali a felicidade que promana desses marulhos que as boas lembranças constantemente derramam sobre nós.

Pois bem, madame Diracy foi agora sentar-se ao lado de Deus. Oxalá Deus a aproveite para consolar almas gementes de carinho.